sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Beijar é cultura.....


A globalização é um fenómeno que, cada vez mais, se nota nas pessoas e na forma como encaram a cultura de cada país. Este fenómeno faz com que percamos cada vez mais identidade cultural e a prova disso é o novo acordo ortografico que vêm a caminho.

Para terem noção da gravidade da situação, vou citar-vos alguns exemplos:

- eliminam-se as consoantes mudas (exemplo: acção passa a escrever-se ação)
- o acento circunflexo desaparece em certas formas verbais (exemplo lêem passa a ser leem)
- as letras "k", "w" e "y" passam oficialmente a fazer parte do alfabeto da lingua portuguesa.
- mudam as regras relativamente ao uso do hifen, que é eliminado nalguns casos (contra-regra passa a contraregra).

Entendo, tal como alguns editores portugueses, que isto "é um favor que a diplomacia portuguesa está a fazer à brasileira e é triste que a lingua sirva de moeda de troca".

Bj utópico
Dri

Nota utópica: Obrigada Daniel por me guardar a reportagem do Publico sobre o assunto.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Uma história de encantar...

Uma História de Encantar é um clássico conto de fadas com evidentes alusões a algumas das mais conhecidas histórias da Disney, aqui cruzadas com a moderna comédia romântica através de hilariantes aventuras passadas em Nova Iorque.Uma princesa "do passado", Giselle, é expulsa da sua terra mágica por uma rainha diabólica e transportada para os dias de hoje, em Nova Iorque. Passado o primeiro impacte e depois de conhecer um advogado bonitão e encantador, rapidamente a princesa começa a mudar de opinião sobre a vida e o amor.

Pode uma história romântica, que acontece só nos livros, sobreviver ao mundo real?
Cresci com o Mundo do Disney: a Bela e o Monstro, o livro da Selva,a pequena Sereia, o Rei Leão, entre outros. Mas há muito tempo que um trailler de desenhos animados não me emocionava, mesmo sabendo que é tudo magia(não há advogados assim bonitões...:P) Talvez seja por ser uma história romantica que só acontece nos livros e é dificil acontecer no Mundo Real. Hoje em dia são poucos os casos em que histórias de amor conseguem sobreviver aos tempos em que vivemos. Ontem ouvia no noticiário que um senhor de 80 anos, num lar, entrou numa briga com outro porque este tinha dito um piropo a sua namorada de 70 anos. Neste caso o amor existe e resolve-se como os duelos de outros tempos.

As mulheres e homens hoje em dia não pedem duelos mas são cada vez mais exigentes e esquecem-se que se calhar a beleza do amor esta nos pequenos gestos, nas palavras doces e em todas aquelas atitudes que não sabemos valorizar. As vezes o amor vive ao nosso lado e nós nem com óculos o conseguimos ver e quando vemos já é tarde.

A utopia é bela se também for vivida com amor.

Bj
Dri

Nota utópica: Mar de Sophia Mello Breyner

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Crimes, sangue, gelo...

Todos os dias, as noticias que nos entram pela "caixinha mágica" colocam-nos à mesa crimes hediondos: pais que matam filhos, genros que assassinam e comem os sogros, tios que violam sobrinhos..... Sem dúvida que a criminalidade está a aumentar, essencialmente no Norte do país, mas, a meu ver, pela má politica ecónomica do governo que gera estas consequencias.

Enfim, o mundo da criminalidade anda no auge neste país e a pergunta que coloco é será que somos nós que nascemos com um estigma assassino ou as circunstancias da vida nos levam a loucura? Algo eu acredito que todos estes criminosos precisam de alguem que tenha a frieza suficiente para os defender e de lhes fornecer a melhor defesa possivel. Somos todos seres humanos e temos todos o direito, plasmado na constituição, de termos uma defesa. E o facto de defendermos um criminoso dessa estirpe não nos transforma em assassinos, nem em insensiveis, nem em frios mas sim sermos capazes de nos abstrairmos dos nossos sentimentos e lutar pela defesa de um ser humano. Mas tentando responder a pergunta, todos nós nascemos com a nossa loucura porque se não formos capazes de a ter a nossa vida será uma monotonia. Agora cada um tem o seu grau de loucura....
Já cantam os Clã na Música Sangue Frio:" Tu nunca choras ao ver sangue/Tu nunca ficas transparente/És daquela raça tão rara/Que tem no olhar o gelo quente /Gelo quente Quente e frio" . Não vos lembra ninguém?
Em suma, temos de viver em liberdade, com um q.b de loucura mas nunca esquecendo o "ninho" da utopia.

Bj
Dri

Nota utópica: Aconselho a leitura de Crimes Exemplares de Max Aub

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Saudade....

É bom viver no mundo da utopia!
É bom sentir saudade dos momentos que nos magoaram ou que nos fizeram sorrir.
É bom sentir que há gente que fica na nossa história e outros nem o nome lembramos ouvir.

Porém, há gente que nos marca a alma pela forma como nos desilude com as atitudes que tomam ou não.Por momentos, apetecia-me ter o poder do partido comunista e expulsa-los do mundo que me rodeia. Mas a vida não se resume à militancia de um partido mas sim a militancia que de uma filosofia de vida que deveriamos manter todos os dias.

Não sou do PCP mas não posso deixar de condenar a forma como este procedeu com a sua militante. É por isso que não partilho da ideologia comunista pois não concordo com metodos de coacção moral e violencia que têm com fim supremo o fim da luta de uma mulher, uma militante, uma deputada e de um ser humano. Se os comunistas tratam assim os seus nem quero imaginar aquilo que eles podem fazer aos inimigos um dia que estejam no governo.
Não tenho o poder de expulsar e como tal termino com as palavras da mariza:

"A chuva molhava-me o rosto
gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade"

Bj utopico mas saudoso
Dri

Um metro de tecido, se faz favor


Tive pena de não vos ter encontrado, ontem, na conferência sobre o Orçamento de Estado. Talvez tivesse sido útil a todos os que se intitulam de politicos(por vezes até só de bancada) perceber afinal em que consiste um orçamento.

Durante a conferência lembrei-me bastante das minhas aulas de Finanças Públicas mas algo que ficou a latejar no meu pensamento foi a questão do tecido. A esta hora estao a questionar-se mas o que tem a ver o tecido com o orçamento? Não estive na conferencia errada, quando me refiro ao tecido penso no tecido empresarial, social e economico que constituem a sociedade onde vivemos.

De acordo com o orador, o tecido empresarial, social e económico têm aumentado cada vez mais na zona de Lisboa. Logo aumenta a assimetria do interior para o litoral e faz com que cada vez mais seja dificil povoar o interior do pais.Concordo perfeitamente com a opinião dele mas no caminho para casa reflectia como solucionar isto: regionalização? poder local? poder central?

Sou a favor da regionalização mas acima de tudo penso que o problema se resolve se conseguirmos criar uma hierarquia ou um método eficaz:
1º temos de ter capacidade de mudar, de evoluir e de aceitar que para produzirmos riqueza precisamos de extrapolar o sistema que nos rege e criar um sistema que nos ajude a criar um Portugal integrado na Europa (nem que para isso seja preciso vender o ouro....)

2º Politica Local (a nivel local é preciso termos autarcas competentes e essencialmente rodeados por uma equipa que seja capaz de delinear um rumo para o futuro do seu concelho e não um "bando" de vereadores que so sabem fazer politica dos costumes)

3º Politica de Estado (que junte todos os esforços e crie directrizes a nivel nacional que permitam coordenar todo o sistema de forma justa e eficaz).

Em suma, talvez a regionalização permita resolver o problema das assimetrias mas hoje a regionalização já esta a ser implantada em cima da hora. Esta devia ter sido implantada há muito tempo e talvez assim hoje não teriamos problemas no tecido que constitui Portugal. Mas como não tenho nenhuma bola de cristal, só posso dizer que a assimetria regional dos tecidos do nosso país não é uma utopia.

Bjs utopicos
Dri

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O vírus

Este fim de semana o virus da constipação atacou-me. Deixou-me com tosse, nariz entupido, dores de cabeça mas não me impediu de ter ido até a Regua ver uma exposição sobre o Mundo do Douro. O Douro, património da humidade, e os rebuçados da Regua revigoraram-me pois a paisagem é sempre surpreendente em pleno Outono.

Mas hoje trago-vos uma sugestão: à conversa com Jorge Neto(Presidente da Comissão Parlamentar de Economia e Finanças e Director do Jornal – Povo Livre) subordinada ao tema "O Orçamento de Estado – uma visão política" a realizar-se na segunda-feira, dia 26 de Novembro pelas 21:30 na Quinta Boeira em Mafamude sita na Rua do Conselheiro Veloso da Cruz (em frente ao antigo Tribunal de Gaia e contíguo às Galerias Diogo Macedo).


Eu irei e espero ver-vos lá.

Beijo utópico,

Dri

domingo, 25 de novembro de 2007

Sabe que dia é hoje?

Hoje é dia 25 de Novembro e a maior parte dos portugueses não sabe o que aconteceu no dia 25 de Novembro de 1975. Para mim é o verdadeiro dia que lançou a liberdade a este país. O mais interessante é que nem os meios de comunicação social fazem alusão a este dia.

Para os menos atentos fica aqui a historia do 25 de novembro de 1975: Golpe militar que pôs fim à influência da esquerda militar radical no período revolucionário iniciado em Portugal com o 25 de Abril de 74. Esta acção militar constituiu uma resposta à resolução do Conselho da Revolução de desmantelar a base aérea de Tancos e de substituir alguns comandantes militares. Os partidários do designado "Poder Popular" ocupam então várias bases militares, bem como meios de comunicação social. Este contra-golpe foi levado a cabo pelos militares da ala moderada, na qual se enquadrava Vasco Lourenço, Jaime Neves e Ramalho Eanes. Consequentemente, o almirante Pinheiro de Azevedo permaneceu no poder enquanto primeiro-ministro do VI Governo Provisório e demitiram-se alguns militares entre os quais Otelo Saraiva de Carvalho.

O 25 de Novembro traduziu militarmente aquilo que a nível político se vivera no
Verão Quente de 75 dando origem a uma crescente estabilidade permitida pelo reforço do pluripartidarismo e da Assembleia Constituinte, que se tornou visível com a redacção da Primeira Constituição verdadeiramente democrática: a Constituição da República de 1976.
Os meus parabéns ao psicolaranja que organizou ontem um debate em Evora sobre este tema de forma a lembrar aos mais jovens e aos mais velhos esquecidos o que hoje deveriamos estar a festejar.

A Liberdade que nunca seja uma utopia!

Bj
Dri

Avós: o amor que nos ensina a abrandar

  Há amores que chegam de rompante e outros que crescem devagar, como uma árvore que cria raízes profundas. O amor entre avós e netos perten...