sexta-feira, 24 de julho de 2026

Sexta-feira: mulheres, chuva e cromos... porque sim!

 Há uma regra que nunca falha nos almoços de sexta-feira: cumprir a sequência do almoço. Ou seja, primeiro chegam os copos.: vinho para uns, água para os mais conscientes e Coca-Cola para aqueles que ainda acreditam que a cafeína é uma filosofia de vida. Segundo aparecem os pratos com as múltiplas alterações ao prato original. Mas a verdade é que uma boa conversa não pode começar de boca seca.

E o tema desta semana prometia: As mulheres têm problemas? Foi só lançar a bomba para se abrir oficialmente mais uma sessão extraordinária da Assembleia da República das Sextas-Feiras.

Descobrimos rapidamente que as mulheres têm problemas, mas também têm soluções. E quando não têm soluções? Inventam novos problemas, só para não deixar a conversa morrer. Afinal, alguém tem de manter o entretenimento.

Pelo meio, alguém puxou pelo Marco Paulo e quando aparece o Marco Paulo já ninguém sabe muito bem se estamos a falar de música ou de terapia de grupo. Entre uma gargalhada e outra, surgiu a inevitável referência à “louca na cama”. Ninguém percebeu exatamente como lá chegámos. Mas também alguém percebe como é que as conversas das sextas chegam onde chegam? Há um GPS próprio para isto  funciona sem satélite.

Lá fora começou a chover e bastaram duas gotas para alguém cantar “Chuva no Telhado”……. E juntos cantamos…...mas não sabemos se a música ficou afinada. A chuva até parecia perceber que estava a assistir a um espetáculo. Isto promete uma ida ao Karaoke.

Quando pensávamos que o assunto já não podia fugir mais do tema inicial, alguém falou em cromos de futebol. Percebemos que as mulheres e os cromos têm muito em comum porque: há os repetidos, há aqueles que toda a gente quer trocar, há os raríssimos e há sempre um que falta completar a coleção.

Quanto à presença masculina, hoje, resumiu-se praticamente a um exemplar.

Dira mesmo um sobrevivente ou um corajoso. Um homem sentado no meio de um autêntico congresso feminino sobre problemas, emoções, teorias, músicas, chuva e cromos. Não sabemos se saiu traumatizado, iluminado ou apenas feliz por ter sobrevivido para contar a história.

No fundo, estes almoços são exatamente isso, pois não interessa o menu, nem interessa o tema, nem sequer interessa se está sol ou chuva.

O importante é que, à sexta-feira, conseguimos provar cientificamente que uma conversa pode começar com vinho, passar pelas mulheres, fazer um desvio pelo Marco Paulo, apanhar chuva no telhado, colecionar cromos de futebol e ninguém achar estranho.

Aliás seria estranho falar apenas de um assunto do princípio ao fim, porque isso não seria um almoço de sexta, mas sim uma reunião.

Conclusão: as mulheres até podem ter problemas, mas os homens têm o azar de pensar que os conseguem resolver

Bj utópico

Dri



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