Mundo Utópico da Dri
"Sem a loucura que é o homem mais que a besta sadia um cadáver adiado que procria" (Fernando Pessoa)
sábado, 14 de fevereiro de 2026
Conhecem o amor que não faz barulho?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Os anos do meu pai
Como filha, vejo nele o homem que sempre soube escutar antes de falar e sentir antes de agir. Hoje, vejo também o pai que se transformou em avô sempre atento, paciente, afectuoso. A forma como ele interage com os netos tem o mesmo cuidado com que constrói a música: sem pressa mas com verdade.
Foi essa sensibilidade que o levou a criar o álbum Círculo D’Harmonias, onde cada faixa é uma parte do seu tempo, da sua calma e da sua história. No seu circulo de Harmonias disponível no Spotiy e na Apple Music:
- No “Préludio”, reconheço o início de tudo: a base, o primeiro passo, o tom certo para começar.
- Em “A Little Blue” a serenidade que ele carrega no olhar, aquela calma que atravessa gerações.
- Em “A Little Swing”, está a leveza do quotidiano, o riso, a alegria
- em “Ode a D. Dinis” revela o respeito profundo pela história, pela cultura e pelas raízes , valores que ele passa aos netos sem discursos, apenas pelo exemplo.
- Em “Contemplação”, encontro o pai: observador, presente, em silêncio mas sempre presente.
A equitação é uma das suas grandes paixões. Vejo-o a cavalo com o mesmo equilíbrio com que compõe atento ao ritmo, à respiração, ao momento exato. Ali, como na música, o meu pai ensina que conduzir não é dominar, é escutar.
Os netos veem nele segurança e ternura.Um colo que acolhe, um olhar que valida, uma presença que fica. Para eles, o avô não é passado, pois é brincadeira, aprendizagem e tempo de qualidade.
Para mim, o meu pai transforma vida em som.
E eu, como filha, vejo o homem que se reinventa sem perder a essência. Vejo o pai que cria, que cuida e que deixa um legado que se ouve e se sente.
O meu pai não marca apenas o tempo, marca pessoas e gerações.
Parabéns, pai.
Que continues a transformar dias em harmonias e amor em presença
Bj utopico
Dri
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
A historia do Cabaz...
Foi num desses almoços de quarta-feira que surgiu a rifa. Cada um comprou o seu número com a leveza de quem não espera ganhar, mas quer participar.
O cabaz acabou por sair ali, no meio do grupo, como se tivesse escolhido sozinho o seu destino. Um cabaz cheio de coisas pensadas para bons momentos: sabores para partilhar, detalhes para saborear devagar, convites silenciosos à pausa e à celebração. Não era apenas um conjunto de produtos, mas um manifesto: a vida é melhor quando é dividida.
E é aí que entra a simbologia do brinde que podemos fazer com este cabaz ou nos almoços de quarta feira, pois brindar não é sorte nem acaso. O brinde simboliza o coletivo, a alegria que não precisa de dono, o gesto simples de erguer o copo e dizer: “que bom estarmos aqui”.
Dos brindes nascem, naturalmente, as resoluções para 2026, mas não como listas exigentes, mas sim como as intenções possíveis:
- continuar a aparecer às quartas-feiras, mesmo sem rifa;
- valorizar os momentos improváveis que acabam por ser os mais importantes;
- brindar mais vezes em conjunto
- lembrar que a sorte maior é pertencer a um grupo que ri junto.
Neste mundo em que vivemos, o verdadeiro prémio esteve sempre ali: à mesa, entre amigos, numa quarta-feira qualquer que acabou por ser especial.
sábado, 29 de novembro de 2025
Os jantares de Natal....
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
Outono em Madrid
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
O Vento, os Direitos Humanos e a Música
sábado, 4 de outubro de 2025
Jazz
Algumas presenças chegam silenciosas, e outras chegam como quem sabe que veio para ficar. A Jazz chegou assim, a nossa Jack Russell, mas com uma intensidade que preencheu todos os cantos da casa.
No início, foi só curiosidade: um olhar que observava, cada gesto, cada respiração. Aos poucos, tornou-se companhia, confidente e afeto que não se mede.
O Dia do Animal já não é apenas uma data. É um aviso do que significa existir lado a lado com outra vida que não fala, mas se faz ouvir com cada gesto, cada toque, cada pulo de alegria. A Jazz trouxe-nos uma nova forma de celebrar: não com palavras, mas com presença.
Ao acordar com um olá a abanar a cauda, a partilhar silenciosamente o sofá, as suas pequenas travessuras lembram-nos que a família não se limita a quem partilha sangue, mas também àqueles que tornam os dias mais leves e o coração maior.
E assim, neste Dia do Animal, celebramos a nossa Jazz. Celebramos cada instante que nos lembra que o amor pode caber em quatro patas, e que, às vezes, a maior lição de vida vem de um olhar curioso e de um coração que nos escolheu para ser o seu mundo.
Bj utópico
Dri
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No dia 01 de Junho festejamos o Dia da Criança, mas só hoje tive tempo de escrever sobre esta data. O Dia da Criança não deve ser só mais um...



