sábado, 10 de outubro de 2026

Chère Céline Dion, une lettre à mon adolescence

 O regresso de Celine Dion aos palcos foi o tema da conversa ao jantar. A verdade é que, sendo mãe de um adolescente, tento sempre acompanhar os seus interesses, o que me leva a falar de música, artistas e concertos com alguma frequência.

Desta vez, porém, a conversa transportou-me diretamente para a minha própria adolescência. Lembro-me de ouvir certas músicas (no meu walkman, no meu discman e depois no meu mp3) e de acreditar que o amor tinha de ser extraordinário, que as paixões eram para sempre e que cada desilusão amorosa merecia a sua própria banda sonora.
Bastavam os primeiros acordes de “The Power of Love” para que o amor parecesse algo grandioso. Não importava se tínhamos vivido uma grande paixão ou se o nosso interesse romântico mal sabia da nossa existência.
Depois tínhamos “Because You Loved Me”, que parecia expressar tudo o que desejaríamos ouvir de alguém: que acreditava em nós, que nos apoiava e que nos fazia sentir capazes de conquistar o mundo.
Depois em francês porque “On ne change pas” soa quase como uma provocação. Porque mudamos, claro que mudamos. A vida faz questão disso em relação as prioridades, aos sonhos, as responsabilidades que mudam, e até a forma como ouvimos uma canção é diferente.
Então, no meio destas conversas com o meu filho, dou por mim a recordar “It’s All Coming Back to Me Now”, naquela altura, uma paixão era uma paixão. Um desgosto era uma tragédia. E uma música romântica funcionava quase como uma sessão de terapia, embora ninguém lhe chamasse isso.
E depois há “My Heart Will Go On” com o Titanic, o romance, a tragédia e a ideia de que o amor tinha de ser inesquecível, capaz de resistir ao tempo e a todas as adversidades.
É justo dizer que crescemos com expectativas bastante elevadas. Não bastava gostar de alguém. Era quase preciso atravessar oceanos, sobreviver a um naufrágio e ter uma música épica a tocar ao fundo.
Mas a adolescência tem esse privilégio pois ainda acreditamos que tudo é possível e não pede provas antes de sonhar. E é interessante perceber que, enquanto eu recordo o passado, o meu filho está a formar as suas próprias memórias musicais.
Ele pertence a uma geração que descobre artistas de uma forma diferente, que ouve música através de plataformas digitais e que tem referências que nem sempre são as minhas.
Mas, de repente, estamos os três (eu, ele e o pai) à mesa a falar de uma cantora que marcou a minha adolescência (e a do pai também…) e que continua a despertar emoções tantos anos depois. Pelo menos até ele me olhar com aquela expressão adolescente que pode significar tanto “interessante” como “mãe, já acabaste?”.
Quando penso em “That’s the Way It Is”, lembro-me também de como a música nos acompanha nas diferentes fases da vida. Evoluímos, expandimo-nos, adquirimos conhecimento. E, por vezes, certas melodias adquirem novas interpretações, simplesmente porque nós mesmos nos transformámos.
O meu adolescente terá as suas próprias melodias, as suas recordações e os seus relatos a partilhar. Mas por enquanto, deparamo-nos com estes jantares, onde uma notícia sobre espetáculos em Paris acaba por despoletar uma viagem à memória.
Não tenho a certeza se ele irá apreciar todas as melodias que lhe sugiro, pois cada nova geração merece a sua própria banda sonora.
No entanto, aprecio a ideia de que, mesmo que os nossos gostos musicais sejam diferentes, estamos a partilhar algo que transcende a música, pois estamos a partilhar histórias em conjunto.
E, quem sabe, um dia, ao escutar uma destas músicas, ele recordará esta mãe que, no meio de um diálogo, optou por revisitar a juventude sem sequer se levantar da mesa de jantar.

Mundo Utópico da Dri


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Almoço de sexta-feira: passar camisas e outras decisões difíceis da vida

 Almoço de sexta-feira, chegámos a um dos grandes dilemas da humanidade: passar camisas. E, se sim, como? E porquê? E será que a forma como passamos uma camisa diz alguma coisa sobre a nossa personalidade? Eu acho que sim. Ou, pelo menos, acho que dá uma conversa magnífica à mesa.

Temos os perfeccionistas do ferro: uma camisa não está passada enquanto não estiver absolutamente impecável. Tudo tem uma ordem, um método e, provavelmente, um manual de procedimentos. São pessoas que não descansam enquanto o tecido não estiver mais liso do que uma estrada acabada de alcatroar.

Temos os minimalistas: Passam a parte da frente, dão um jeito à gola e consideram que as costas são um detalhe secundário. Afinal, quem é que anda a observar as costas de uma camisa? Se a reunião for por videoconferência, o esforço concentra-se na zona visível do ecrã. As costas podem continuar a viver a sua própria vida.

Temos os defensores da teoria da cadeira: A camisa sai da máquina, vai para um cabide, passa pela cadeira do quarto e, eventualmente, acaba vestida. O método é simples: se ficar pendurada tempo suficiente, as rugas acabam por se cansar e desaparecem.

Temos os que delegam : Passar camisas? Claro que sim. Desde que seja outra pessoa a fazê-lo. Estas pessoas descobriram que a vida é demasiado curta para perder tempo com um ferro de engomar. Preferem investir esse tempo em atividades mais nobres, como escolher o destino das próximas férias ou decidir onde vão almoçar.

Temos os aventureiros do ferro: Estes pegam numa camisa e começam com confiança. Depois percebem que a manga tem uma costura, que a gola tem duas pontas e que a parte da frente parece ter sido desenhada para testar a paciência humana

Temos os que compram camisas que não precisam de passar: Escolhem tecidos que não amarrotam facilmente, seguem as instruções da etiqueta e vivem sem o peso emocional de uma tábua de engomar no meio da casa.

Mas o verdadeiro dilema não é a camisa…é o que fazemos com ela. Porque há camisas de cerimónia, camisas de trabalho, camisas de férias e camisas que comprámos numa promoção e que continuam no armário à espera de uma ocasião que nunca chega.

Há camisas que nos fazem sentir importantes e outras que nos fazem parecer funcionários de uma companhia aérea dos anos 80.

Há camisas às riscas, aos quadrados, lisas, de linho, de algodão e aquelas que, depois de lavadas, ficam com um tamanho que nos obriga a reconsiderar todas as decisões tomadas na vida.

E depois há a questão fundamental: será que a camisa deve adaptar-se à pessoa ou a pessoa deve adaptar-se à camisa?

Porque uma camisa impecavelmente passada pode esconder uma personalidade completamente amarrotada. E uma camisa ligeiramente enrugada pode ser apenas sinal de que alguém tem coisas mais interessantes para fazer.

Depois de tanta análise, porque tudo isto é entre pratos, copos e conversas que começam num assunto e acabam noutro completamente diferente, concluímos que os almoços de sexta-feira têm esta capacidade extraordinária de transformar uma camisa numa tese, um telefonema num mistério e uma simples conversa numa tarde inteira de entretenimento.

E eu continuo com uma dúvida.

Será que somos nós que passamos as camisas ou são as camisas que acabam por passar a ferro a nossa paciência?

Mundo utópico da Dri



segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O meu discurso de 5 de Outubro : E se Portugal fosse uma casa?

 Hoje é 5 de Outubro. Uma data que nos lembra que, em 1910, Portugal deixou de ser uma Monarquia e passou a ser uma República. Passaram 116 anos.

E eu começo por fazer uma pergunta talvez pouco conveniente para uma cerimónia como esta:O que fizemos nós com a casa que recebemos? Porque gosto de imaginar Portugal como uma casa.

Uma casa antiga com paredes cheias de histórias, retratos de antepassados, móveis que já ninguém sabe muito bem quem comprou, algumas janelas que precisam de ser arranjadas e uma quantidade impressionante de coisas guardadas em gavetas.

É uma casa com reis, com navegadores, com poetas, com revoluções, com República, com ditadura, com democracia e, felizmente, com muita gente que ainda sabe contar histórias.

Em 1910 mudámos a placa da porta, mas casa continuou. A República mudou o regime político, mas não apagou os séculos que estavam antes dela. Continuamos a viver rodeados de símbolos, património e tradições de uma Monarquia que já não existe.E não há nenhuma contradição nisso.

Podemos viver numa República e visitar um palácio.

Podemos não querer um rei e gostar de ouvir histórias sobre reis.

Podemos defender a República e, ao mesmo tempo, reconhecer que a Monarquia faz parte da nossa História.

A História não desaparece porque mudamos de regime.

É como uma fotografia de família.Podemos não gostar de toda a gente que aparece na fotografia. Mas rasgá-la não altera o facto de terem feito parte da família. E talvez seja aqui que começa a minha inquietação.

Porque discutimos muito sobre aquilo que somos politicamente: Monárquicos, Republicanos, Esquerda, Direita, Centro....

Às vezes parece que Portugal é uma rotunda enorme e passamos a vida a discutir qual é a saída certa e enquanto discutimos...a casa vai ficando sem algumas das suas paredes.

Ou seja, 

  • Desaparecem tradições.
  • Mudam bairros.
  • Fecham lojas antigas.
  • Desaparecem profissões.
  • Mudam as cidades.
  • Há lugares que os nossos filhos vão conhecer apenas através de fotografias.
E nós continuamos a discutir com uma extraordinária capacidade portuguesa para discutir durante três horas sem chegar sequer ao café.

Por isso,  talvez precisemos de falar mais sobre identidade. Não aquela identidade feita de discursos bonitos. Mas a identidade do quotidiano ou aquela que está numa festa popular ou num mercado, ou num café antigo ou uma receita que passa de avó para neta ou num sotaque ou num azulejo.

É também aí que está Portugal. Fernando Pessoa escreveu: “Senhor, falta cumprir-se Portugal.”

E talvez esta frase continue estranhamente atual. Porque Portugal parece ser sempre um país a meio de qualquer coisa. Ou seja, a meio do passado e do futuro ou a meio da tradição e da modernidade ou a meio da vontade de preservar e da vontade de mudar.

Um país completamente acabado seria, provavelmente, um país bastante aborrecido. O problema é quando confundimos modernização com destruição. Quando achamos que tudo o que é antigo está ultrapassado. E quando só percebemos o valor de uma coisa depois de ela desaparecer

Hoje celebramos a República e devemos celebrá-la. Mas talvez o melhor tributo que podemos fazer à República não seja apenas olhar para 1910. É olhar para 2026 e perguntar:

  • Que país estamos a construir?
  • Que cidades queremos?
  • Que tradições queremos transmitir?
  • Que património queremos proteger?
  • Que memória queremos deixar?

E, sobretudo:

  • quando os nossos filhos olharem para Portugal daqui a cinquenta anos, vão reconhecer a casa?

Espero que sim.

Hoje é 5 de Outubro.

Há 116 anos mudámos de regime.

Talvez esteja na altura de não nos esquecermos de que um país não se muda apenas através das instituições.

Também se muda através daquilo que escolhemos preservar.

E talvez Portugal não precise de escolher entre o passado e o futuro.

Precise apenas de aprender a caminhar para o futuro sem deixar o passado caído pelo caminho.

Mundo Utópico da Dri 



sábado, 3 de outubro de 2026

Afinal o que é ser português?

 Será que estamos a dar a devida atenção a tudo o que importa?

Ontem, fui ao cinema assistir a "Santo António, o Casamenteiro de Lisboa", de Ruben Alves.
Este filme, ao explorar os Casamentos de Santo António, aborda temas como Lisboa, as nossas tradições, a memória e, em essência, aquilo que nos define como portugueses. A própria narrativa do filme utiliza uma tradição lisboeta como ponto de partida para questionar o que realmente desejamos manter numa cidade que se encontra em constante transformação.
Ao sair da sala, fiquei a pensar numa questão que, curiosamente, ganhou ainda mais força quando comecei a acompanhar as notícias sobre Cristiano Ronaldo e toda a polémica à volta da Seleção Nacional.
Não foi a polémica em si que me fez refletir.
Mas sim a enorme proporção que ela atingiu.
Ronaldo deixa o estágio, após um desentendimento com o selecionador Jorge Jesus, e anuncia que, a seu tempo, contará a sua versão dos factos. Rapidamente, somos inundados por manchetes, debates acalorados, opiniões diversas, comentários sem fim e discussões por todo o lado.
E eu pergunto-me: estaremos a avaliar as coisas com a perspetiva correta?
É inegável a importância de Ronaldo para o futebol português. Ele é uma figura central na nossa Seleção, e o que aconteceu com ele merece atenção e explicação.Contudo, paralelamente, outras situações importantes estão a decorrer.
As nossas cidades estão a mudar de forma acelerada.
Tradições ancestrais vão desvanecendo-se ou transformando-se radicalmente.
Existem locais que, atualmente, quase não conseguimos reconhecer.
O comércio tradicional desaparece, bairros inteiros mudam de aparência, e festas e costumes que antes marcavam o nosso dia a dia deixam de fazer parte dele.
E estas transformações, por norma, não ocupam as manchetes durante vários dias consecutivos.
Não há conferências de imprensa a respeito.
Não há comentadores a debater o assunto durante horas a fio.
Não há milhares de pessoas a discutir o tema nas redes sociais.
E, possivelmente, reside aqui o cerne do problema.
Damos uma enorme importância ao que acontece durante 90 minutos num campo de futebol, mas dedicamos muito menos atenção ao que se passa ao longo de décadas nas nossas cidades.
O próprio filme de Ruben Alves levanta esta questão fundamental: o que é que pretendemos salvaguardar e o que estamos dispostos a abandonar em nome do progresso?
Não me parece que a preservação de tradições signifique uma aversão ao futuro.
Tampouco acredito que uma cidade precise de permanecer estagnada no tempo para manter a sua identidade portuguesa.
No entanto, existe uma distinção clara entre mudar e perder a nossa essência.Entre evoluir e permitir que tudo o que nos torna únicos se desvaneça.
Talvez seja este o verdadeiro debate que precisamos de ter.
Não se trata de escolher entre a figura de Ronaldo e a salvaguarda das nossas tradições.
Trata-se, antes, de compreendermos por que motivo nos conseguimos mobilizar tanto por uma polémica que pode durar algumas semanas, e tão pouco nos incomodamos com perdas culturais que podem ser irremediáveis.
Hoje, discutimos quem disse o quê, quem saiu da equipa, quem permaneceu, e quem tem razão.
Amanhã, haverá outro jogo, outra controvérsia, outra notícia de destaque.
No entanto, uma tradição que se extingue pode nunca mais regressar.
Um café que fecha as suas portas pode não reabrir jamais.
Uma cidade que vê a sua identidade a desvanecer-se pode continuar atraente, cheia de turistas e de pessoa, mas deixará de ser, precisamente, a mesma cidade.

E talvez seja esta a questão que deveríamos analisar com mais detalhe.

Talvez a pergunta que nos devemos colocar não seja apenas "o que está a acontecer com o Ronaldo?" Talvez a pergunta mais pertinente seja também: "O que é que se passa connosco?"
E, acima de tudo: "O que é que nos escapa enquanto a nossa atenção está focada na mesma coisa?" Essencialmente, talvez a interrogação seja mesmo: será que a nossa perspetiva está correta?

E aí recordo-me de Jorge Palma:
"Ai, Portugal, Portugal, de que estás à espera tens um Pé numa galera e outro no fundo do mar …”

O Mundo Utópico da Dri 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Entre Bogotá e as saudades dos almoços de sexta...

 Hoje, o meu trabalho não me deixou participar do grupo dos almoços de sexta-feira.

Enquanto por aí as conversas, os risos e as histórias da semana se juntavam, e claro, as tão esperadas pataniscas, eu estava a milhares de quilómetros. Estava em Bogotá, a falar de um tema bem diferente: os maus-tratos na infância.

É uma situação que nos faz parar, ouvir e pensar em como é importante proteger quem ainda não consegue se defender sozinho.

Foi um dia de trabalho intenso, com troca de ideias e reflexão.

Mas, confesso, senti saudades.

Sinto falta dos risos à mesa. Sinto falta das conversas que começam com um tema e terminam em outro bem diferente. Sinto falta das piadas que só a gente entende e daquela bagunça típica dos nossos almoços.

Sinto falta até das discussões sobre Inteligência Artificial, das dúvidas existenciais e das conversas sem fim. Às vezes, elas fazem a gente esquecer que o almoço já devia ter acabado há muito tempo.

Hoje, em vez de dividir as pataniscas, dividi ideias sobre uma situação que merece toda a nossa atenção.

E, entre Bogotá e a saudade dos almoços, fiquei certa de que alguns encontros nos ajudam a crescer no trabalho. Outros nos fazem sentir que pertencemos a algum lugar.

Hoje não tive a mesa, mas pensei em vocês. Na próxima semana, espero voltar com histórias, vontade de rir e, se der, umas boas pataniscas à minha espera.

Porque há trabalhos que nos levam longe, mas há pessoas que sempre nos fazem querer voltar.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Será que a IA nos conseguia substituir ?

 Esta foi uma pergunta que ecoou no meu regresso a casa depois do nosso almoço de sexta.

Hoje entre delícias do mar, um vinho novo e as conversas sobre férias, lá fomos parar à Inteligência Artificial.

E a pergunta surgiu-me hoje no trânsito no trajeto para casa: Será que a IA nos conseguia substituir?

A verdade é que, em muitas coisas, já consegue fazer aquilo que antes demorávamos horas a fazer.

Escreve.Resume.Traduz.Calcula.Organiza. Pesquisa.Cria imagens.

Mas depois comecei a pensar no nosso almoço. Será que a IA conseguiria reproduzir aquilo?

Conseguiria juntar cinco pessoas à mesma mesa e fazer com que todas falassem ao mesmo tempo?

Conseguiria alguém começar uma história sobre férias e, cinco minutos depois, estarmos a discutir a origem das delícias do mar?

Conseguiria perceber aquela gargalhada que aparece do nada?

Ou aquela conversa paralela que só duas pessoas entendem?

E, sobretudo, conseguiria criar aquela confusão maravilhosa em que ninguém sabe exatamente quem está a responder a quem, mas toda a gente está a divertir-se?

Talvez a IA consiga imitar muitas coisas. Talvez até consiga inventar uma conversa entre amigos. Mas há coisas que não são apenas informação. Estes nossos momentos são presença, olhares ,gargalhadas, histórias , perguntas ….

Por isso, talvez a pergunta não seja apenas:“Será que a IA nos vai substituir?”

Talvez seja:“O que é que nós fazemos que nenhuma máquina consegue realmente viver por nós?”

E, pensando bem……depois dos nossos almoços de sexta, acho que ainda temos alguma vantagem pelo menos na confusão e na amizade .

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Matemática e outras ciências exatas

 Tudo começou com uma coisa muito simples: um professor de Matemática e uma partilha no grupo de amigas.

Até aqui, nada de extraordinário.

Só que, como acontece frequentemente nestes grupos, uma simples partilha rapidamente evoluiu para uma investigação científica.

Primeira pergunta:

— Quantos anos terá?

E pronto.

Entrou a Matemática.

Porque uma idade, sozinha, não serve para nada. É preciso comparar.

Fazer uma subtração.

Calcular a diferença.

Depois alguém pergunta:

— Mas isso representa que percentagem?

Percentagem?!

E lá fomos nós buscar a calculadora.

Depois veio a regra de três simples .

Depois outra conta.

Depois alguém:

— Espera, fizeste mal.

E outra:

— Não, não. Está certo.

E eu:

— Façam novamente porque agora já não sei nada. 

A esta altura, já não estávamos a falar de um professor de Matemática.

Estávamos perante um problema matemático complexo com múltiplas variáveis.

-Idade.
-Altura.
-Diferenças.
-Proporções.
-Percentagens.

E assim se formou uma espécie de departamento informal de Matemática Aplicada ao Quotidiano.

Método científico:

1. Observar.
2. Comentar.
3. Levantar uma dúvida.
4. Fazer contas.
5. Desconfiar do resultado.
6. Fazer novamente.
7. Mandar para o grupo.

E se ninguém souber a resposta?

Não há problema.

Abrimos uma nova investigação. 

Porque há problemas de Matemática com uma solução.

E depois há aqueles que envolvem um professor de Matemática e amigas com demasiado tempo para fazer contas.

Esses são claramente os mais complicados.

Mundo Utópico da Dri 

Nota científica: qualquer semelhança com pessoas ou professores reais é pura coincidência. A Matemática, essa, é rigorosamente aplicada.


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Chère Céline Dion, une lettre à mon adolescence

  O regresso de Celine Dion aos palcos foi o tema da conversa ao jantar. A verdade é que, sendo mãe de um adolescente, tento sempre acompanh...