terça-feira, 27 de outubro de 2020

Conversas nocturnas e pandémicas

Uma noite sem estrelas ... Uma estrada sem carros .... um céu escuro.... uma viagem até casa .... uma chamada de uma amiga ....

Falamos de trivialidades , trabalho , orçamento de estado e do assunto do dia pandemia e máscaras . Aguardando amanhã a publicação em diário da república do diploma que obriga a utilização da máscara durante 70 dias na via pública . E no meio desta conversa uma recordação antiga mas actual : o filme o ensaio da cegueira baseado no livro do josé Saramago . Lembro-me perfeitamente uma noite nos tempos da faculdade em que a sessão da meia noite foi a escolha daquele dia .... um filme que ainda hoje nos marca , que ainda hoje nos arrepia ... principalmente porque a sala estava quase vazia . Experiências .... mas a verdade é que este filme é uma realidade aumentada  dos dias que vivemos ....

Bem na verdade a conclusão a que chego e que como canta o Jorge palma no tempo dos assassinos, gostava de dizer adeus a pandemia e dizer que ; 

Quero o silêncio do arco íris
Quero a alquímia das estações
Quero as vogais todas abertas
Quero ver partir os barcos
Prenhos de interrogações
.....
Bj utópico 
Dri 


terça-feira, 20 de outubro de 2020

O tempo não para ....

 Hoje voltei a Viana Do castelo e às minhas viagens nocturnas entre Viana de Castelo e o Porto em que me debato com os meus pensamentos .... 

Hoje o pensamento que me assolou foi que efectivamente que o tempo não para .... como canta a Marisa tenho mesmo de pedir ao tempo para me dar mais tempo para olhar .... 

A nossa vulnerabilidade , a velocidade em que vivemos não nos deixa viver os minutos com sabor de sessenta segundos . Vivemos na loucura do tempo , dos objectivos e na verdade o nosso eu não pede ao tempo Para parar... nao pede ao tempo para prolongar um abraço .... não pede ao tempo para parar quando olhamos para uma paisagem .... nao pede ao tempo para adiar as nossas fragilidades .... não pede ao tempo para estagnar o mundo .... 

As vezes gostava de dizer , para o tempo parar e deixar- me Respirar e absorver o que me rodeia .... 

Sao as divagações  ao fim de um dia louco de trabalho sempre de máscara.... Está na hora de descanso 

Bj utópico 

Dri  



terça-feira, 6 de outubro de 2020

A pele que há em mim....

Hoje o dia entardeceu entre os raios de sol e os pingos de chuva. Um típico dia de Outono. Um dia onde as cores que sobressaem são o vermelho e o amarelo. Um dia onde as árvores começam a ficar despidas.....

E enquanto olhava para a janela, no escritório, e via esta paisagem de Outono, e pensava nos desafios que hoje ainda me esperavam recordei esta música: a Pele que há em mim

Não gosto do Outono, mas a verdade é que o Outono é a pele que há por vezes em cada um de nós. É a pele que todos temos de renovar todos os dias nos diversos desafios da vida. É a folha vermelha que vagueia com o vento e um pequeno pingo de chuva, mas que depois na Primavera nasce com todo o seu esplendor.

Decididamente, assumo-me CONTRA O OUTONO. Volta rápido Verão.




Beijo Utópico
Dri

terça-feira, 29 de setembro de 2020

"The answer is blowin' in the wind" e hoje Bob ainda será?

Em 1962, Bob Dylan lançava a música Blowin in the wind (soprando ao vento) onde questionava “How many roads must a man walk down before they call him a man?”.

Mas eu hoje pergunto-te Bob, neste tempo atípico em que vivemos de pandemia em conjunto com as diversas crises de valores como vamos nós "soprar"?

A verdade é que todas as preocupações ou todos os ensejos de 1962, hoje em dia, sob outros contornos, podem ser encontrados no nosso dia a dia. Hoje particularmente e depois de terminar mais uma jornada de trabalho sinto que cada vez que mais leio ou mais estudo mais sobre o risco, o perigo, a prevenção, a proteção e a promoção dos menores que a humanidade precisa de "soprar" muito em prol da dignidade do interesse destes menores. 

Por isso, hoje desligo o computador sem conseguir responder ao Bob Dylan:  “How many roads must a man walk down before they call him a man? 

Não sei.....

Não sei se algum dia terei a resposta a esta questão, porque a dignidade humana aplicada de forma  universal é uma utopia mas temos de sonhar, acreditar e acima de tudo contribuir todos os dias por passar essa mensagem com quem nos cruzamos. 

Por isso, conselho para amanhã : "blowin in the wind" (em sentido metafórico....protejam-se do COVID)

Bj utópico

Dri

(para quem não conhece a música fica o vídeo)



sábado, 29 de agosto de 2020

29.08.2020

Hoje completas seis anos. 

A Madre Teresa de Calcutá, escreveu que “Os filhos são como as águias, ensinarás a voar mas não voarão o teu vôo. Ensinarás a sonhar, mas não sonharão os teus sonhos. Ensinarás a viver, mas não viverão a tua vida. Mas, em cada vôo, em cada sonho e em cada vida permanecerá para sempre a marca dos ensinamentos recebidos.”

A partir de hoje, nasce uma nova fase de letras, de números, de amigos, de experiências e a fase em que vais conseguir ler os livros que tantas vezes nos pedes para ler ou mesmo ler as legendas dos documentários sobre animais do fundo do mar que adoras ver. Será uma fase com novos mergulhos, novas experiências mas a verdade é que a tua essência estará lá e espero em conjunto com teu pai sermos a tua retaguarda para todos aqueles momentos em que sentires que precisas de ajuda para surfar a onda. 

Por isso, promete-me que nesta nova fase vais continuar a arriscar, que vais respeitar-te, que vais continuar a sonhar, mas mais importante que não vais perder a alegria que te caracteriza desde o dia em que te vimos.

Bj utópico

Dri


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Assobia para o lado .....

Como dizem os Brasileiros: Sextou... Para mim só sextou a esta hora e agora que venha o fim de semana !!!!

Agora estou disponível para a praia, os banhos de mar, os convívios com a família, com amigos (dentro dos limites permitidos) e para nas próximas 48 horas olhar para o PC e dizer bem alto: Assobia para o lado.....

Por isso, aproveitem o fim de semana com a música do Carlão : Assobia para o lado

Bj utópico

Dri


terça-feira, 7 de julho de 2020

A noite em que juntei Ennio Morricone e o Direito

Hoje partiu Ennio Morricone. 

As suas obras musicais foram a minha companhia na árdua noite de correção de exames de Introdução ao Direito. Na verdade, nunca tinha misturado as melodias de Ennio Morricone com os dilemas que nascem do Direito, com as interpretações da lei, com a aplicação da lei, com os meios de tutela….Mas na verdade, Morricone enquanto compositor entendia perfeitamente esta essência do Direito, pois também temos Missões Impossíveis, temos filmes de faroeste e filmes de amor ( que por vezes acabam em tragédia)…..

Diria mesmo que existe uma grande simbiose entre as obras de Ennio Morricone e o Direito que nasce da capacidade que Morricone como Mestre tinha de compor verdadeiras obras de arte causando, de partitura em partitura,  ao ouvinte uma sensação de inquietude, de paz, de sobressalto, de enredo nas notas musicais. O Direito também nos envolve todos os dias nestas sensações, mas nem sempre consegue almejar a proeza e a magnitude de Ennio Morricone.

Mas palavras à parte…..  penso que melhor para definir a sua magnitude só mesmo as suas melodias. 

Este é um exemplo….

Bj utópico
Dri



Será que a IA nos conseguia substituir ?

  Esta foi uma pergunta que ecoou no meu regresso a casa depois do nosso almoço de sexta. Hoje entre delícias do mar, um vinho novo e as con...