Ontem foi um deles. Na verdade, os membros deste jantar chegaram à minha vida sem aviso, como quem entra pela porta da sala com gargalhadas e histórias ainda por contar. E, sem perceber bem como, dei por mim adotada por um grupo que não combina em nada… e que, ao mesmo tempo, combina em tudo.
Somos todos diferentes quer nos ritmos, nas manias, nas gargalhadas e até nas tempestades que carregamos. Mas partilhamos a mesma missão : viver com leveza, rir e pôr o coração no sítio certo cada vez que nos sentamos à mesa.
E é isso que faz nascer a mística destes jantares de Natal que já começam em novembro porque esperar até dezembro seria desperdiçar oportunidades de celebrar.
Nestes encontros, há sempre um brinde que antecede a conversa, uma conversa que antecede a gargalhada, e uma gargalhada que, inevitavelmente, antecede o momento em que o restaurante nos lembra que talvez estejamos a rir um bocadinho alto demais. Mas é assim mesmo: alegria não vem com botão de volume.
As prendas são as mais originais. Temos prendas com todas as classificações: umas úteis, outras absolutamente inúteis, mas todas perfeitas porque carregam a nossa marca e a nossa a espontaneidade do “vi isto e lembrei-me de ti”.
No fim, ninguém sabe bem se celebra o Natal, a amizade, ou a sorte de termos tropeçado uns nos outros na vida.
E quando a noite avança e alguém liga a música, lá vamos nós: a gingar ao som da kizomba, desalinhados mas felizes, como quem dança não para acertar o passo, mas para agradecer à vida o momento.
Por isso, ergamos o copo pelo Natal, por nós, por este grupo improvável e essencial.
Um brinde às noites que nos encontram juntos.
E outro às gargalhadas que nos expulsam dos restaurantes, mas nunca do coração uns dos outros
Bj utópico
Dri

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