domingo, 2 de maio de 2010

Utopia da semana

Devidos aos festejos, no dia de ontem do dia do trabalhador, fica aqui uma utopia dedicada a todos aqueles que podem usufruir deste dia:

"O trabalho é desejável, primeiro e antes de tudo como um preventivo contra o aborrecimento, pois o aborrecimento que um homem sente ao executar um trabalho necessário embora monótono, não se compara ao que sente quando nada tem que fazer " - Russel

bj utopico
Dri

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ausculte-se em casa.... (artigo noticias do douro)

“Há tantas coisas no mundo que eu gosto e sem as quais não posso viver. São tantas, tantas, que penso e aposto ser capaz de as saber dizer.”
Um verso tão simples cantado por um projecto inovador em Portugal que é Jazz cantado por Crianças. Mais concretamente, um CD com 12 clássicos de Jazz cantados e adaptados para crianças e jovens. A ondulação da sonoridade em causa, e mais pormenorizadamente, o verso supra mencionado fez-me pensar nessas coisas que eu gosto e sem as quais não posso viver. Peguei num bloco de notas e comecei a escrever uma extensa lista desde a música, os livros, o mar, o café e porque não viagens. Paralelamente aos bens materiais, a minha lista também inclui a profissão, os amigos, a felicidade e a saúde.
Falando desta última, as novidades no campo da saúde, no nosso País, são estrondosas. Somos um País com deficit de enfermeiros, médicos e mesmo condições hospitalares, mas, conforme pude ler nas notícias, Portugal poderá ser dos primeiros países onde os hospitais oferecem um sistema denominado Telepresença. O supra sistema permite que um doente seja observado por um médico à distância de um clique, ou seja, um utente pode ser consultado pelo seu médico de família através de um sistema informático onde através de câmaras com imagem e som em alta definição, o médico e o doente aparecem em tamanho real. Segundo fontes noticiosas, a grande vantagem do sistema é que o doente pode auscultar-se sozinho, realizar a apalpação sozinho e os resultados dos exames são posteriormente enviados ao médico para este processar a prescrição. No fim de ler a notícia, entendi que este sistema é caricato, face às necessidades sociais e económicas deste país. No entanto, devido aos meus parcos conhecimentos nesta área, decidi partir para o terreno. “Saltei” do escritório para a realidade da saúde através da leitura de estudos, de conversas com profissionais e, acima de tudo, ouvindo. Entre as notas da partitura da saúde, encontrei uma pausa, Ana Rita Cavaco, candidata a Ordem dos Bastonários dos Enfermeiros. Não resisti a uma conversa com a própria, sentadas a olhar o rio Douro e trocar impressões sobre este sistema nacional de saúde que tanta tinta faz correr em Portugal. Não resisti e iniciei o diálogo abordando a greve dos enfermeiros que teve por base a discriminação salarial. Cheguei mesmo a colocar a questão de estarmos perante um ressentimento classicista em relação aos médicos. No entanto, rapidamente entendi pelas suas palavras que os enfermeiros desenvolvem intervenções autónomas ou interdependentes prescrevendo cuidados de enfermagem. Aliás, como referiu a candidata Ana Rita Cavaco: “Veja-se a este respeito o artigo artº 8º, ponto 3, Dec-Lei nº161/96 que menciona que os enfermeiros têm uma actuação de complementaridade funcional relativamente aos demais profissionais de saúde, mas dotada de idêntico nível de dignidade e autonomia de exercício Profissional ". Acrescentou ainda que: “Em vez de atirar as culpas para os enfermeiros, a ministra devia pedir desculpas aos portugueses pela falta destes profissionais, pelos cuidados de enfermagem que encerram nos centros de saúde e pelos dois enfermeiros que, na maioria das vezes, estão sozinhos nos hospitais com 30 ou 40 doentes a seu cargo. Peça desculpa por isto ao país!"Contudo, rapidamente, a esfera da conversa saltou do enfermeiro para o sistema nacional de saúde e a mesma referiu que: “Vale a pena pensar porque os EUA tentam ter um SNS e nós tentamos desfazer o nosso! Vale a pena perceber o que aconteceu em Inglaterra, privatizaram até não poderem mais e agora o Estado "compra" de volta as Instituições de Saúde.”
Com o pôr-do-sol a aproximar-se, a conversa chegou ao fim.
Mas estes assuntos continuaram a “martelar” os meus pensamentos. Não satisfeita cheguei a casa e procurei mais sobre a matéria. Li variados estudos, notícias e artigos sobre a saúde em geral, mesmo a nível internacional, e rapidamente conclui que a minha visão está correcta quando penso e defendo que este sistema inovador vale zero na percentagem da evolução da saúde em Portugal. Médicos, enfermeiros, professores e outros profissionais fizeram-me entender que pensar na saúde é pensar num equipa de profissionais multi-disciplinar cujo único propósito é olhar para o cidadão e reabilitá-lo de forma digna e respeitosa, no seu todo, integrado quer no seu seio familiar quer na sua comunidade. Será uma visão demasiado utópica? Talvez sim, talvez não. Todavia se metade dos altos/médios quadros deste país a tivesse, hoje o nosso SNS era mais correcto, equilibrado e justo com todos os profissionais de saúde e com todos os doentes que diariamente acorrem aos Centros de Saúde. Mesmo sem contabilizar aqueles que tantas vezes se deslocam só para ouvir uma voz amiga ou para afastar a solidão. Por isso, Sra. Ministra, esqueça o fenómeno “ausculte-se em sua casa” e defenda a frase seja “auscultado com dignidade.”
Enfim, o problema deve ser mesmo de audição pois, se a Ministra ouvisse os nossos profissionais de saúde seria tão simples catapultar o SNS para níveis máximos de eficácia, exigibilidade, qualidade e dignidade. Não resisto a terminar num tom de jazz pois conforme canta Billie Holiday: “The fundamental things apply As time goes by” (As coisas fundamentais aplicam-se com o passar do tempo)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Utopia da semana


"A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar." - Fernando Pessoa

Bj utopico

Dri

domingo, 25 de abril de 2010

25 de abril de 2010

Faz hoje trinta e seis anos....

Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de Estado militar que derrubou, sem derramamento de sangue e sem grande resistência das forças leais ao governo, o regime ditatorial herdado de Oliveira Salazar e aos acontecimentos históricos, políticos e sociais que se lhe seguiram, até à aprovação da Constituição Portuguesa, em Abril de 1976.O regime que vigorava em Portugal desde 1933 cedia, de um dia para o outro, à revolta das forças armadas, lideradas por jovens oficiais. O levantamento, usualmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 por oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial.Os oficiais de baixa patente, os oficiais milicianos. estudantes recrutados, muitos deles universitários, vendo suas carreiras interrompidas, cedo aderiam.É consensual ter trazido essa revolução, conduzida por esses jovens, a liberdade ao povo português, oprimido durante décadas

Bj utopico

Dri

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia Mundial da Terra

O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacionalcontra a poluição. É festejado em 22 de abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.Sabe-se que a Terra tem em torno de 4,5 bilhões de anos e existem várias teorias para o “nascimento” do planeta. A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo a Lua como seu único satélite natural. A Terra tem 510,3 milhões de km2 de área total, sendo que aproximadamente 97% é composto por água (1,59 bilhões de km3). A quantidade de água salgada é 30 vezes a de água doce, e 50% da água doce do planeta está situada no subsolo.

bj utopico
Dri

domingo, 18 de abril de 2010

Utopia da semana

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se: se escolher o mundo, ficará sem amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo. "

Albert Einstein

Sobre diárias e menus .....

Foi durante um café que começámos a falar de diárias. Não de despesas, nem de contas, nem propriamente do valor que se recebe para almoçar. ...