Há tradições que regressam sem precisarem de grande anúncio.E os almoços de sexta-feira são uma delas.
Depois de uma pausa, voltámos à estrada. E rapidamente percebi que estes almoços têm muito de corrida de rali.
Há curvas apertadas.Contracurvas.Acelerações inesperadas.
Momentos em que o carro vai mais baixo do que gostaríamos.
E, como em qualquer bom rali, o importante não é evitar todas as curvas, mas saber controlá-las.
Porque num almoço de sexta nunca sabemos bem o que vai acontecer. Começamos com uma conversa tranquila, passamos por um tema mais complicado, aceleramos numa opinião, travamos numa decisão e, quando damos por isso, já estamos noutra curva completamente diferente.
Mas uma boa equipa sabe que não precisa de ter uma estrada direita, mas precisa é de saber navegar.
E aqui entra uma figura fundamental: o fiel da balança.
Aquela pessoa que mantém a cabeça fria quando o resto da equipa já está a fazer drift.
Protege os dados, segura a informação, chama-nos à realidade quando é preciso e, sobretudo, ajuda a manter a equipa dentro da estrada.
Porque num rali, tal como na vida e no trabalho, não basta ter um bom piloto.
É preciso uma boa equipa: uns aceleram, outros travam, uns arriscam a curva, outros avisam que talvez seja melhor não abusar e há sempre aquele que, no meio da confusão, consegue dizer:“Calma. Vamos lá controlar isto.”
E talvez seja essa a verdadeira magia dos nossos almoços de sexta, pois não é apenas comer parar, mas para:
conversar;
alinhar ideias;
rir;
resolver coisas que durante a semana parecem enormes.
E, sobretudo, é voltar à estrada juntos com algumas curvas pelo caminho. Mas com a certeza de que, enquanto houver equipa e um bom fiel da balança, conseguimos chegar ao fim da etapa.
Sexta-feira voltou.
A equipa também.
E o rali está oficialmente aberto.
Mundo Utópico da Dri

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