Noites de Verão, noites de afectos, noite de direitos, noites de leituras...

As leituras de Verão, por norma, são sempre leituras leves. Costumam ser leituras de romances eternos ou leituras de mistérios/detectives....No entanto, há quem fuja a regra, e leia incessantemente livros sobre os direitos dos menores e sobre a filosofia do direito. 

Talvez estejam a pensar que seja uma fase, mas a verdade é que quanto mais leio sobre a essência desta construção que é o direito da família que me apaixono mais pelo direito. Como li hoje, num dos artigos que povoam a minha secretária, a "A justiça e os afectos são construções da civilização" - António José Fialho. 

Parei nesta frase e deixei-me reflectir sobre a mesma enquanto olhava para a noite do Porto onde escasseiam estrelas mas dançam os sonhos ao som da Fábia Rebordão e do seu rumo ao sul.

E enquanto a melodia da Fábia Rebordão tocava em modo repeat no youtube, pensava que construção é que a nossa civilização quer construir quando diariamente se violam direitos humanos de tantas crianças, sendo o caso mais mediático a crise do Afeganistão. Tantos séculos para as crianças conseguirem serem titulares de direitos e depois num acto político, religioso, cultural.... a construção do direito torna-se numa obra inacabada e destruída onde o céu dos afectos perdeu a cor. Enquanto o Mundo não se mentalizar que as crianças de hoje são os lideres de amanha, os direitos das crianças vão ficar sempre muito aquém do pretendido.

Mas nada nos impede de sonhar e acreditar que não sera uma utopia, o dia em que em vez de se escreverem livros/artigos sobre estas temáticas, vamos criar estratégias de implementação dos direitos destas crianças.

Bj utopico

Dri







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