quarta-feira, 29 de agosto de 2018

4 anos de ti

4 anos de pura felicidade .
4 anos de aventuras .
4 anos de afectos .
4 anos de sustos .
4 anos de descobertas

Mas acima de tudo 4 anos de aprendizagem como mãe. Neste dia do desejo que cresças sempre com esse sorriso , com essa doçura e continues a proporcionar a aprendizagem de ser mãe nas diferentes fases do crescimento . Como defende Elsa Punset sempre como uma mensagem positiva . Ouçam o vídeo e pensem :




Mais uma vez , parabéns meu príncipe
Bj utópico
Dri

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Andante, andante ....

Chegou o mês de Agosto e como consequência do mesmo as milhentas fotos em biquíni mas também a saga dos incêndios. Todos os anos, seja a norte ou centro ou sul , uma das regiões do país é devastada pelas labaredas do fogo dos interesses , dos inimputaveis e dos políticos . A verdade é que nem a política da limpeza das matas contribuiu para a diminuição desta catástrofe em 2018... e os nossos políticos devem estar sob influência da banda sonora da sequela do Mamma Mia pois só “cantam” : andante andante


Bj utópico
Dri

sábado, 21 de julho de 2018

Say you, Say Me, Say it for always...

Dois dias intensos, em modo role play, nas avaliações de futuros mediadores, na personagem de três esposas pré-divorciadas, em três casamentos distintos, em três locais diferentes, com três feitios diferentes, com três maridos diferentes..... Resultados: uma suposta reconciliação, um acordo e uma interrogação.

Sempre que a porta se fechava e iniciávamos a preparação de um novo guião: via a vida de amigos, de clientes, de personagens de livros, de tantos anónimos da nossa sociedade... Mas as minhas referências, ao contrário daquelas personagens fictícias, não recorreram à mediação familiar. As minhas referências optaram por processos judiciais que aumentaram o seu desgaste emocional e o seu desgaste financeiro.

Cada vez mais, as ruturas conjugais (com ou sem filhos /com ou sem património) são uma constante no circulo que rodeiam cada ser humano, mas lado "umbigal" do ser humano não permite que este se defenda através de processos alternativos de resolução de litígios. Ou seja, através um processo onde ouvir e respeitar são palavras de ordem. Alias, no fim do dia, no regresso a casa enquanto ouvia uma playlist aleatória do Apple Music, a música do Lionel Richie deu-me o mote certo para uma relação:
Say you, say me; say it for always That's the way it should be Say you, say me; say it together Naturally

Como me disseram um dia, "a professora ouve músicas antigas" e por isso tentei actualizar a reflexão musical e encontrar musicas actuais que me ajudassem  a entender estas rupturas conjugais e os olhos de quem povoa a nossa sociedade. E comecei por "esbarrar" logo na Carolina Deslandes  pois, ao contrario da música,  cada vez mais os amores que existem não são para a vida toda e posteriormente tropecei numa musica dos Dama onde se pode ouvir que: Às vezes não sei o que queres e digo ok, Às vezes não sei o que faço e tu tá bem, Às vezes fazes de propósito, eu sei. Na verdade as três mulheres pré-divorciadas que povoaram os role play destes dois dias, foram o exemplo desta musica: Às vezes não sei o que queres e digo ok, Às vezes não sei o que faço e tu tá bem, Às vezes fazes de propósito, eu sei.

A música terminou, fechei a porta do carro e rapidamente entrei em casa. Mal entrei, ouvi as gargalhadas de pai e filho no terraço e fez com que estas problemáticas desaparecessem do meu amago. O que lá vai lá vai.... E fui aproveitar o eu, o eles, o nós....

Bj utópico
Dri


quarta-feira, 18 de julho de 2018

II Congresso Ibero-Americano de Intervenção Social

No dia 10 de Setembro, já agendei a minha presença.

O Instituto Superior de Serviço Social do Porto em parceria com a  Universidade Complutense de Madrid,  Universidade de Santiago de Compostela, o IBEROJUR (Instituto de Estudos Jurídicos Ibero-Americanos), a Universidade de São Paulo, Universidade de Ribeirão Preto e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, convidam toda a comunidade académica para o II Congresso Ibero-americano de Intervenção Social - II CIAIS com o subtema Direitos Sociais e Exclusão a ser realizado no dia 10 de Setembro de 2018 nas instalações do ISSSP.

O evento terá como eixos temáticos centrais o Direitos Sociais e a Exclusão, tendo em conta que os direitos sociais envolvem uma panóplia de direitos que, vão desde o bem-estar e segurança económica até ao direito de o ser humano viver numa sociedade civilizada, contribuindo assim para o desenvolvimento do debate sobre estes assuntos que nunca foram tão importantes como no momento atual.

Mais informações, aqui,

Bj utópico
Dri


domingo, 15 de julho de 2018

Capitão da areia....

Em pleno Julho, a noite caiu, mas o ar não é quente e o céu não está cheio de estrelas. 
O verão da minha infância/adolescência desapareceu! Alias recordo que num desses Verões, li um livro de Alice Vieira: Rosa minha irmã Rosa. que me marcou por ter uma personagem de nome Elisa (a avó Elisa) que : " culpa as viagens à Lua, os astronautas e os foguetões de tudo o que de mau acontece."  
Às vezes sinto-me imbuída do espírito desta avó Elisa, quando todos os dias puxo a persiana e não encontro o Verão. Mas a imaginação faz-nos voar… Aprendemos com os filhos a encontrar a capacidade de sonhar e de ver no tecto do quarto um céu estrelado de Verão ao som de Pedro Abrunhosa, mais concretamente Capitão da Areia. 
E deitados os dois a olhar para o tecto com a banda sonora escolhida pelo pequeno, o espirito da avó Elisa desaparece e a imaginação povoa as nossas mentes: fadas, gigantes, super homens, oceanos, estrelas….

"E conta-me uma história
De tesouros e luar
És capitão da areia
E pirata de alto mar."

Obrigada, meu capitão da areia por acordares a minha capacidade de encontrar o Verão em pequenos momentos.

Bj utópico
Dri


sábado, 17 de março de 2018

Humanidade, Humanitude, Justiça Terapêutica




"O homem é um ser social".... Repito esta frase diversas vezes na minha actividade de docência, mas a verdade é que o facto de o Homem ser um ser social permite que todos os dias existam momentos que possam contribuir para a sua aprendizagem e a sua evolução pessoal e profissional.

Durante o dia de hoje, assisti a uma formação sobre Cuidar com Humanitude. No regresso a casa, em conversa com meu marido, debatia o conceito de Humanitude, mas depressa comecei a divagar sobre três conceitos: Humanidade (referência à natureza humana, ao género humano ou ao conjunto de todas as pessoas do mundo.) , Humanitude (a filosofia dos cuidados de Humanitude enfatiza o valor da ligação relacional e fator humano ) e a Justiça Terapêutica (a Jurisprudência Terapêutica manifesta-se fundamentalmente nos diferentes métodos de resolução de conflitos interpessoais e sociais, e é alimentada, principalmente, pelo conhecimento da Psicologia Clínica, da Psicologia Legal e da Psiquiatria e da Lei. )

Eis que as dúvidas surge: são conceitos distintos? São conceitos que se interligam? São conceitos com o mesmo significado, mas definidos por diferentes áreas sociais?

Na verdade, quer a Humanitude quer a Justiça Terapêutica não sobrevivem sem a Humanidade. Assim, a primeira conclusão é que, independentemente da filosofia/corrente que possamos defender no nosso dia a dia, nenhuma se pode posicionar na esfera do sujeito sem a humanidade.

A segunda conclusão, é que apesar de acreditar no poder de Cuidar dos outros com Humanitude, sinto-me mais "contagiada" pela Justiça Terapêutica. O seu principal objetivo é promover o desenvolvimento de leis, procedimentos e papéis jurídicos que contribuam para o bem-estar emocional e psicológico dos atores envolvidos. Ou seja, que a Lei e a sua aplicação são uma oportunidade para a cidadania, mas especialmente para os actores da Justiça, tanto para os réus como para aqueles que exigem; tanto para as vítimas quanto para os agressores.

Ou seja, o campo de aplicação da Justiça Terapêutica, no meu entendimento, aplica na plenitude o conceito Ubi societas, ibi jus (onde há sociedade, há Direito). Portanto, a necessidade intrínseca de coordenação humana para regulação de conflitos de interesses, colaboração e entreajuda. Assim o Direito corresponderá a um sistema de regras que disciplinam comportamentos em sociedade e é essa sociedade que cuida da sua aplicação, impondo sanções caso não haja adesão espontânea dos indivíduos

Em suma, já afirmava Aristóteles que o Homem, para viver isolado, só se for um bruto ou um Deus logo a humanidade para atender à satisfação das suas necessidades e conseguir os fins pretendidos, recorre ao Direito e devia recorrer com maior frequência à Justiça Terapêutica.

Bj Utópico
Dri

sexta-feira, 2 de março de 2018

Ser Rainha do meu silêncio.....

00:15: Terminei o trabalho por hoje. Olhei para o relógio, tirei os phones dos ouvidos e descobri que o silêncio reina no meu reino.
 
Antes de fechar os códigos e desligar o computador, encostei-me na cadeira e divaguei sobre o som do silêncio. A primeira associação que a minha mente fez, foi a música com que Maria Guinot concorreu ao Festival de Canção: Silêncio e tanta Gente.  Talvez a escolha do primeiro pensamento tenha sido influenciada pelas múltiplas notícias sobre o Festival da Canção, os plágios, a qualidade das músicas, a escolha dos compositores........ Alias, já ouvi as músicas que estão escolhidas para a final mas nenhuma arrepia o corpo como a música de Salvador Sobral.
 
Depois voei até William Shakespeare  que escreveu: " É melhor ser rei do teu silêncio do que escravo das tuas palavras. " pois, na verdade é o meu reino que está mergulhado no silencio.
 
Mas a velocidade de um carro na rua, fez-me acordar da minha divagação que já seguia por Rogers e a escuta activa.....
 
A verdade é que o silencio impera.... Mas eu prefiro as horas em que o meu reino esta mergulhado em histórias, em músicas, em conversas ou mesmo na música que é processo da nossa vida. Esse processo que uns dias é uma bossa nova, uns dias um fado ou outros dias em que é uma dança oriental.
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Bj utópico
Dri